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Naviraí,29/03/2026

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Comissão aprova criação de programa para atenção integral de pessoas com epilepsia

camara.leg.br
Comissão aprova criação de programa para atenção integral de pessoas com epilepsia


Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Laura Carneiro (PSD-RJ)

Laura Carneiro: pessoas com epilepsia devem ser tratadas com dignidade


A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou projeto que cria, no Sistema Único de Saúde (SUS), um programa nacional de atenção integral às pessoas com epilepsia.


A iniciativa busca reduzir as manifestações e sequelas da doença, além de combater a estigmatização social, a partir de campanhas educativas.


A epilepsia é uma condição neurológica caracterizada pela ocorrência de crises que podem ser acompanhadas de convulsões, tremores ou perda de consciência, entre outros sintomas. A doença pode afetar pessoas de todas as idades.


Texto aprovado

Os parlamentares acolheram o parecer da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), pela aprovação do Projeto de Lei 5538/19, do deputado Ruy Carneiro (Pode-PB), com as mudanças feitas anteriormente pelas comissões de Saúde; e de Finanças e Tributação.


Esses colegiados retiraram alguns pontos do texto original, como o que proibia a demissão de funcionários em função de crises. Também adequaram o texto às regras fiscais, a fim de evitar gastos extras para o SUS.


“É preciso uma ampla campanha de educação da população, a fim de fornecer informações corretas, de modo que as pessoas com epilepsia sejam tratadas dignamente”, afirmou Laura Carneiro.


Medidas

Pela proposta aprovada, o Ministério da Saúde deverá coordenar o programa de atenção integral às pessoas com epilepsia, desenvolver um sistema de informação para acompanhar os pacientes e organizar um cadastro específico, garantindo o sigilo das informações.


A atenção integral aos pacientes compreenderá, entre outros:



  • atendimento especializado;

  • fornecimento de medicação;

  • realização de procedimentos cirúrgicos;

  • disponibilização de exames; e

  • garantia de leitos para internação e vagas para atendimento em ambulatório.


Profissionais da educação e trabalhadores do transporte público também serão treinados, conforme o programa, para reconhecer os sinais de crises epilépticas e prestar atendimento.


O texto garante ainda ao paciente horário especial de trabalho para permitir o tratamento.


Próximos passos

O projeto ainda será analisado pelo Plenário da Câmara dos Deputados. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado e sancionado pelo presidente da Rpública.





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