Seja bem-vindo
Naviraí,04/04/2026

  • A +
  • A -

Debandada no IBGE: tensão gera duas novas exonerações

veja.abril.com.br
Debandada no IBGE: tensão gera duas novas exonerações

O clima de tensão continua no Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE) com duas novas exonerações, disse uma fonte a par do assunto à coluna nesta segunda-feira, 26. Segundo a fonte, Claudia Dionísio, gerente de contas nacionais trimestrais, e Amanda Tavares, gerente substituta da área entregaram seus cargos. Em nota, o IBGE diz que a mudança no cargo de coordenador de contas nacionais está sendo realizada “de forma dialogada”.


A saída acontece após a demissão de Rebeca Palis na última segunda-feira, 19. A retirada da coordenadora instaurou um clima pesado na instituição, que gerou a exoneração do vice de Rebeca, Cristiano Martins. A informação foi antecipada pela coluna na sexta-feira, 23.





Palis ocupava o cargo de coordenadora de contas nacionais. Ela era responsável por calcular o Produto Interno Bruto (PIB). Segundo o bastidor, a saída de Palis foi uma retaliação após ela assinar carta pública criticando mudanças na gestão de Marcio Pochmann, uma escolha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


A gestão de Pochmann busca atualizar as estatísticas para o cálculo do Produto Interno Bruto (PIB). Conforme o IBGE, a proposta é captar mudanças na economia ligadas, por exemplo, às transformações digitais. Essa mudança foi motivo de rusgas há um ano entre os servidores e a gestão de Pochmann


O Sindicato Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras do IBGE (ASSIBGE-SN) divulgou uma carta, no dia 15 de janeiro de 2025, para alertar sobre as “graves ameaças ao IBGE desencadeadas a partir de decisões da atual direção do órgão”.



Continua após a publicidade


De acordo com a carta, as decisões recentes da direção do IBGE colocam em “risco a soberania geoestatística brasileira”. Entre essas decisões, destaca-se a criação de uma fundação de direito privado para gerir a “inovação tecnológica” no órgão.


“Essa medida foi implementada sem consulta aos quadros técnicos, à comunidade científica e à sociedade civil, configurando um precedente perigoso para a interferência de interesses privados no sistema geoestatístico nacional”, diz a carta de janeiro de 2025.


Na sexta-feira, uma fonte também disse à coluna que gerentes e coordenadores temiam novas retaliações após a saída de Rebeca Palis e Martins. Segundo a fonte, o clima estava tão pesado que a direção está lançando o plano de trabalho do IBGE para 2026 fora do Rio de Janeiro, onde trabalha a maior parte dos servidores. “O Rio também é o local onde ficam os coordenadores e gerentes, o que reforça o afastamento da gestão deles e o clima pesado no instituto”, disse a fonte.



Continua após a publicidade


Após confirmar a saída de Claudia Dionísio e Amanda Tavares, a fonte reforçou que os cargos entregues estão em gerências de “grande relevância na coordenação de contas nacionais, como gerência responsável pelo cálculo do PIB trimestral”. “As gestoras também são responsáveis pela atualização periódica da base de cálculo do PIB, que está em curso (mudando a referência do PIB de 2010 para 2021)”, conclui a fonte.


Em nota, o IBGE disse que a troca no cargo de coordenador de contas nacionais está em andamento, de forma dialogada. “Seguimos com o cronograma de transição entre a atual e o futuro coordenador, garantindo o cumprimento integral do plano de trabalho e o pleno cumprimento do cronograma de divulgações para o ano de 2026”, afirma o instituto.



Publicidade




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.