Seja bem-vindo
Naviraí,17/04/2026

  • A +
  • A -
Publicidade

Uber aposta US$ 10 bi em robotáxis e abandona modelo leve para enfrentar nova corrida da mobilidade

veja.abril.com.br
Uber aposta US$ 10 bi em robotáxis e abandona modelo leve para enfrentar nova corrida da mobilidade












Continua após a publicidade



A Uber está promovendo uma das maiores mudanças estratégicas desde sua fundação.


A companhia anunciou compromissos que superam 10 bilhões de dólares para investir em veículos autônomos, numa tentativa de se reposicionar diante da rápida evolução dos robotáxis.


O movimento representa uma ruptura com o modelo que consagrou a empresa no Vale do Silício: o de intermediação leve, baseado em motoristas independentes usando seus próprios carros.


Agora, a Uber passa a investir diretamente em frotas e participações em empresas de tecnologia.



Continua após a publicidade


Corrida bilionária por robotáxis


A nova estratégia inclui tanto aportes em startups quanto a compra de dezenas de milhares de veículos autônomos.


A empresa firmou parcerias com mais de uma dezena de companhias ao redor do mundo, incluindo a chinesa Baidu e a americana Rivian.


Também ampliou acordos com a Lucid Motors, prevendo a aquisição de pelo menos 35 mil carros. Apenas esse contrato pode custar cerca de 2 bilhões de dólares.


A meta é clara: garantir oferta de veículos autônomos em larga escala e lançar serviços de robotáxi em ao menos 15 cidades já em 2026.


Pressão de gigantes da tecnologia


A guinada ocorre em meio à intensificação da concorrência.



Continua após a publicidade


Empresas como Alphabet, por meio da Waymo, Amazon, com a Zoox, e a própria Tesla avançam com modelos próprios de transporte autônomo, muitos deles operando sem intermediários.


Esse é justamente o maior risco para a Uber: ser eliminada da cadeia de valor caso essas empresas passem a conectar diretamente seus serviços aos consumidores.


Hoje, a Waymo já opera com participação relevante em mercados como São Francisco e planeja expandir rapidamente.


Projeções indicam que a empresa pode alcançar fatias significativas do mercado de transporte por aplicativo nos Estados Unidos até o fim da década.


De plataforma leve a empresa intensiva em capital


A estratégia da Uber marca uma mudança profunda em seu modelo de negócios. Ao longo de sua trajetória, a empresa evitou possuir ativos físicos, transferindo custos e riscos para motoristas parceiros.



Continua após a publicidade


Agora, ao investir bilhões em veículos e tecnologia, a companhia se aproxima de um modelo mais intensivo em capital, o que levanta dúvidas entre investidores sobre rentabilidade e sustentabilidade financeira.


A empresa tenta, assim, equilibrar duas pressões: continuar crescendo e, ao mesmo tempo, manter a lucratividade alcançada recentemente, após anos acumulando prejuízos superiores a 30 bilhões de dólares.


Nova aposta: ser a “plataforma do ecossistema”


Em vez de competir diretamente com todas as desenvolvedoras de tecnologia, a Uber busca se posicionar como um hub de distribuição.


A ideia é ser a principal interface entre operadores de robotáxis e usuários finais.


Nesse modelo, diferentes empresas poderiam usar a plataforma da Uber para oferecer corridas, enquanto a companhia monetiza o acesso ao consumidor, dados e serviços complementares, como seguros e financiamento de frotas.



Continua após a publicidade


A estratégia lembra o papel que a empresa já desempenha hoje, mas adaptado a um futuro sem motoristas humanos.


Mercado trilionário, mas ainda incipiente


Apesar do otimismo, o mercado de veículos autônomos ainda está em estágio inicial. Executivos da própria Uber reconhecem que o volume atual de corridas com robotáxis é pequeno diante da escala global da empresa.


Ainda assim, o potencial é enorme. A indústria é frequentemente descrita como uma oportunidade de trilhões de dólares, capaz de redefinir completamente o transporte urbano.


Disputa aberta e futuro incerto


O avanço da Uber mostra que a corrida pelos robotáxis entrou em uma nova fase, com investimentos mais pesados e estratégias mais agressivas.


Ao mesmo tempo, evidencia que o modelo de negócios que revolucionou o setor na última década pode estar sob ameaça.


O desfecho dessa disputa dependerá não apenas de tecnologia, mas também de regulação, aceitação pública e viabilidade econômica.


Até lá, empresas como Uber tentam garantir um lugar em um mercado que promete transformar radicalmente a mobilidade nas próximas décadas.











Publicidade

Publicidade



COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.