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Naviraí,17/04/2026

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Fracasso de demanda na Copa 2026 derruba preços de hotéis nos EUA

veja.abril.com.br
Fracasso de demanda na Copa 2026 derruba preços de hotéis nos EUA

Os hotéis nos Estados Unidos começaram a reduzir preços para o período da Copa do Mundo de 2026 diante de uma realidade inesperada: a demanda de turistas estrangeiros está abaixo do previsto.


O torneio, organizado pela FIFA e sediado conjuntamente com Canadá e México, era visto como uma oportunidade de ouro para impulsionar o turismo no país. Mas, até agora, o movimento é mais contido do que o esperado.





Dados de empresas do setor mostram que as diárias em cidades-sede como Miami, Dallas e San Francisco caíram cerca de um terço em relação aos picos registrados no início do ano. A redução indica uma tentativa das redes hoteleiras de reagir à procura mais fraca.


Expectativa alta, realidade mais fria


O setor apostava que a Copa reverteria a desaceleração do turismo registrada em 2025, quando indicadores como receita por quarto disponível recuaram pela primeira vez desde a pandemia de Covid-19.


Executivos chegaram a projetar uma onda de visitantes, não apenas de torcedores com ingressos, mas também de turistas atraídos pelo evento.


Na prática, esse fluxo ainda não se materializou.


Associações do setor hoteleiro nos EUA afirmam que as reservas estão “estáveis, mas longe do esperado”.



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A frustração se tornou mais evidente após a própria FIFA cancelar milhares de reservas de quartos previamente bloqueados para equipes e staff, devolvendo ao mercado uma oferta maior de hospedagem.


Ingressos caros e viagem mais cara


Um dos principais fatores por trás da demanda mais fraca é o custo elevado para acompanhar a Copa.


Estimativas de entidades de torcedores indicam que seguir uma seleção até a final pode custar ao menos US$ 6.900, valor significativamente superior ao de edições anteriores.


Além disso, o contexto econômico pesa.


A guerra no Oriente Médio elevou o preço do petróleo e trouxe novas pressões inflacionárias globais, encarecendo passagens aéreas e reduzindo o poder de compra dos turistas.



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Esse cenário afeta especialmente visitantes europeus, que tradicionalmente gastam mais e permanecem por mais tempo nos EUA.


Clima político e imagem dos EUA


Outro elemento que ajuda a explicar o desaquecimento é a percepção internacional sobre os Estados Unidos.


Analistas do setor apontam que políticas migratórias mais rígidas e o ambiente político sob o governo de Donald Trump têm reduzido o interesse de parte dos turistas estrangeiros.


Além disso, o aumento do sentimento antiamericano em alguns países, intensificado por tensões geopolíticas recentes, também entra na conta.


Esse fator, embora difícil de medir, é citado por executivos como um freio adicional à demanda.



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Turismo doméstico pode amenizar perdas


Diante da menor entrada de estrangeiros, o setor aposta em uma compensação parcial com turistas domésticos.


Americanos devem continuar viajando dentro do país para acompanhar jogos, o que ajuda a sustentar a ocupação.


Ainda assim, há uma diferença importante: turistas internacionais costumam gastar mais e permanecer por períodos mais longos, o que os torna mais valiosos para hotéis e economia local.


Outro comportamento que vem ganhando força é a busca por alternativas mais baratas, como aluguel por temporada.


Plataformas e propriedades compartilhadas têm tido desempenho melhor que hotéis tradicionais, sugerindo que grupos de torcedores estão dividindo custos.



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Reservas de última hora e expectativas ajustadas


Apesar do cenário atual, o setor ainda mantém alguma expectativa de recuperação.


Uma tendência recente do turismo global é o aumento de reservas de última hora, o que pode gerar uma alta repentina na demanda conforme o torneio se aproxima.


Mesmo assim, analistas avaliam que houve excesso de otimismo inicial. Hotéis chegaram a projetar diárias elevadas e estadias mínimas longas, o que pode ter afastado parte dos consumidores.


Agora, com preços em queda, o mercado entra em uma fase de ajuste.


Um teste para a maior Copa da história


A Copa de 2026 será a maior já realizada, com mais seleções e jogos distribuídos por três países.



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Para os Estados Unidos, o evento representa não apenas uma vitrine esportiva, mas também um teste da sua capacidade de atrair turistas em um cenário global mais incerto.


Até o momento, os sinais indicam que o impacto econômico pode ser mais moderado do que o esperado, e que, mesmo em megaeventos, fatores como preço, política e economia global continuam sendo decisivos para o comportamento do consumidor.



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