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Naviraí,13/03/2026

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Comissão aprova criação de adicional de 30% para profissionais de saúde em áreas de risco e conflito

camara.leg.br
Comissão aprova criação de adicional de 30% para profissionais de saúde em áreas de risco e conflito
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Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Homenagem ao lançamento da Agenda Legislativa do Agro CNA 2026. Dep. Allan Garcês (PP-MA)

Allan Garcês é o relator da proposta


A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5654/25, que institui a Política de Proteção e Incentivo aos Profissionais de Saúde em Áreas de Conflito e Alta Periculosidade. A proposta cria um adicional de risco de 30% sobre o vencimento básico para profissionais expostos à violência.


O benefício será destinado àqueles que trabalham em unidades de saúde em áreas com conflitos armados, altos índices de criminalidade ou vulnerabilidade extrema.


O texto foi apresentado pela deputada Enfermeira Ana Paula (Pode-CE). Ele prevê que os ministérios da Justiça e Segurança Pública e da Saúde classifiquem as áreas de risco com base em dados oficiais de segurança pública.


O adicional terá natureza indenizatória, ou seja, não será incorporado ao salário para fins de aposentadoria. No entanto, o texto permite acumular o benefício com outros adicionais, como insalubridade e periculosidade.


O parecer favorável foi apresentado pelo relator, deputado Allan Garcês (PP-MA). "No contexto da atenção primária à saúde, a violência urbana também é um desafio que tem impactado diretamente o setor por conta da localização geográfica dos equipamentos de saúde em áreas de vulnerabilidade e da maior interação dos trabalhadores com situações que colocam em perigo, implícita ou explicitamente, a sua segurança", afirma.


Segurança e apoio psicológico

Além da compensação financeira, o projeto prevê medidas para proteger profissionais de saúde e manter o atendimento em áreas violentas:



  • protocolos de evacuação em casos de confrontos;

  • sistemas de monitoramento e botões de pânico nas unidades;

  • reforço do policiamento no entorno; e

  • acompanhamento psicológico e psiquiátrico para os profissionais expostos ao risco.


Próximos passos

O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Saúde; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.





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