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Naviraí,06/03/2026

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Entenda como a inteligência artificial vem sendo usada na guerra

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Entenda como a inteligência artificial vem sendo usada na guerra
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A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de produtividade ou curiosidade tecnológica e passou a ocupar um lugar estratégico no campo de batalha. Segundo o especialista em tecnologia e inovação Pedro Teberga, a disputa atual entre países não está mais apenas no desenvolvimento de armas, mas principalmente na capacidade de gerar e interpretar informações em grande escala.


Forças de segurança


Um dos exemplos citados por Pedro é o trabalho da empresa Palantir Technologies, conhecida por desenvolver sistemas que analisam enormes volumes de dados para auxiliar governos e forças de segurança. A tecnologia processa informações vindas de satélites, celulares e da própria internet para identificar possíveis inimigos ou movimentos suspeitos com rapidez. “A inteligência artificial consegue cruzar dados e localizar tropas ou armamentos com uma precisão que antes levaria muito mais tempo”, explica.





IA a serviço da informação


Na visão do professor, essa mudança revela uma transformação importante na corrida tecnológica global. Em conflitos anteriores, o foco estava na criação de armas autônomas. Agora, o diferencial estratégico está na capacidade de produzir inteligência militar em tempo real, oferecendo aos governos uma leitura mais rápida e detalhada do que acontece no terreno.


Open AI


Esse cenário também aproxima cada vez mais as empresas de tecnologia do setor de defesa. Timberg lembra que companhias do Vale do Silício passaram a enxergar nesse mercado uma fonte importante de receita. A OpenAI, por exemplo, decidiu colaborar com projetos ligados ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Outras gigantes como Google e SpaceX, empresa de Elon Musk, também demonstram interesse crescente nesse tipo de contrato.


Debate delicado


O avanço, no entanto, abre um debate delicado. Timberg questiona até que ponto a decisão final em um ataque continuará nas mãos de um ser humano. “O grande dilema é saber se a máquina apenas sugere um alvo ou se ela passa a decidir sozinha”, afirma. Para ele, existe ainda um efeito de “corrida armamentista digital”: países sentem que precisam adotar a tecnologia porque, se não o fizerem, podem ficar em desvantagem diante de adversários que já utilizam sistemas de IA.



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Drones e armas


Regular esse tipo de tecnologia também se mostra um desafio. Diferentemente das armas nucleares, que podem ser monitoradas por meio de materiais como urânio, o software é barato e fácil de replicar. Timberg alerta que grupos terroristas também podem acessar essas ferramentas e criar enxames de drones autônomos capazes de atacar regiões inteiras. O interesse financeiro reforça a velocidade desse avanço: contratos do governo americano com a Palantir, por exemplo, podem chegar a 200 milhões de dólares, mostrando que a guerra tecnológica já movimenta cifras bilionárias.



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