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Naviraí,04/03/2026

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Trump diz que ordenou ataque contra Irã para ‘neutralizar atividades malignas’

jovempan.com.br
Trump diz que ordenou ataque contra Irã para ‘neutralizar atividades malignas’
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na segunda-feira (2) que ordenou os ataques contra o Irã para “neutralizar as atividades malignas” de Teerã. A declaração foi dada em carta enviada ao Congresso norte-americano. As informações são do jornal The New York Times, que teve acesso ao documento.


A carta não classificada é legalmente exigida conforme a legislação de poderes de guerra. No documento, Trump relatou que enviou o documento em um “esforço” para manter os congressistas “totalmente informados” sobre a operação realizada em conjunto com Israel no sábado (28).


No documento, Trump disse que o objetivo da ação era para a promoção os interesses norte-americanos e “eliminar” o Irã da condição de ameaça global. Outra justificativa do republicano foi de que a operação visou a “autodefesa coletiva” dos aliados regionais, incluindo Israel.


De acordo com a carta, o alvo principal da operação foi o arsenal de mísseis, o programa nuclear e a marinha iraniana. O relatório não mencionou se havia planos para derrubar a liderança do país. O líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, e seus familiares morreram nos ataques.


Sobre a ação ter ocorrido no fim de semana, Trump relatou que Israel já estava preparada para atacar o território iraniano “com ou sem” o governo norte-americano. O republicano também disse que os contra-ataques do Irã teriam como alvo as tropas dos Estados Unidos.


O documento confirmou que não foi usada força terrestre na operação. Além disso, a carta de Trump indicou que o governo norte-americano poderia se envolver em uma ação militar prolongada contra o Irã.


“Embora os Estados Unidos desejem uma paz rápida e duradoura, não é possível, neste momento, saber o alcance e a duração totais das operações militares que possam ser necessárias”, afirmou a carta.


O Senado e a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos se preparam para apreciar nos próximos dias resoluções para impedir Trump de continuar com a operação contra o Irã sem a aprovação do Congresso. Entretanto, por os republicanos serem maioria nas duas Casas, é esperado que o partido do presidente norte-americano impeça o avanço dos projetos de lei.


Ataques


A operação conjunta dos Estados Unidos e Israel começou com fumaça sendo vista sobre Teerã, capital iraniana, na madrugada de sábado. Tel-Aviv classificou os ataques como preventivos.


Trump utilizou sua plataforma Truth Social para postar uma declaração surpresa. Em vídeo, o republicano anunciou operações de combate no Irã, com o objetivo de “eliminar ameaças iminentes”.


Foi vista fumaça subindo sobre o distrito de Pasteur, em Teerã — local da residência do aiatolá Ali Khamenei — e houve um enorme destacamento de segurança na capital.


Os Estados Unidos e Israel afirmaram que a operação mirou locais militares do Irã. O exército israelense alertou os iranianos que, se estivessem dentro ou perto dessas infraestruturas em todo o país, deveriam se retirar dos locais.


No sul do Iraque, houve um bombardeio contra uma base militar que abriga um grupo pró-Irã. Ao menos duas pessoas morreram, segundo informaram as autoridades.


Explosões também foram ouvidas perto do consulado dos Estados Unidos em Erbil, no Iraque, de acordo com jornalistas da agência de notícias AFP.


Onda de mísseis e drones


A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que mirou a Quinta Frota dos Estados Unidos no Bahrein, após uma primeira onda de ataques de mísseis e drones ter sido lançada contra Israel.


“A primeira onda de ataques generalizados de mísseis e drones da República Islâmica do Irã contra os territórios ocupados começou”, afirmou o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) em comunicado, referindo-se a Israel.


O serviço de emergência Magen David Adom, de Israel, informou estar tratando um homem com ferimentos causados por explosão no norte do país. O Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que responderia “decisivamente” aos ataques, insistindo que Teerã fez “todo o necessário para evitar que a guerra eclodisse”.


Explosões no Golfo


Explosões foram relatadas em toda a região do Golfo. Correspondentes da AFP em Riade, na Arábia Saudita, ouviram fortes explosões, assim como na capital do Bahrein, Manama, e em Doha, no Catar.


Os Emirados Árabes Unidos afirmaram ter interceptado mísseis iranianos e reservaram-se o direito de responder aos ataques. Residentes de Abu Dhabi relataram à AFP terem ouvido fortes explosões na capital emiradense, que abriga uma base com pessoal dos Estados Unidos. O Ministério da Defesa do Catar disse ter interceptado vários ataques de mísseis, enquanto o Kuwait também enfrentou ataques.


*Com informações de AFP







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