CVM sob pressão no Senado
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) voltou ao centro do debate após o presidente interino, João Carlos Uzeda Accioly ser questionado na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado sobre supostas falhas de fiscalização. O senador Eduardo Braga (MDB-AM) falou em possível “precificação artificial de títulos” e cobrou explicações sobre a ausência de denúncia envolvendo quase R$ 500 milhões em aportes suspeitos em chamadas “clínicas de laranja”, e ainda a suspeita de falha da comissão no Banco Master.
Para o economista Alex Agostini (Austin Rating), as críticas ignoram um problema estrutural antigo. Ele classificou como “lamentável” a acusação de omissão e argumentou que episódios de fraude nem sempre são facilmente detectáveis, sobretudo sem equipe suficiente. Agostini lembrou que tanto a CVM quanto o Banco Central enfrentam perda de quadros técnicos e baixo investimento em fiscalização. Em um mercado que reúne cerca de 31 mil fundos de investimento — o maior número do mundo — e mais de uma centena de bancos, a conta simplesmente não fecha com o atual contingente de servidores.
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