Ex-vereador e PM são presos por envolvimento em atentado a motoentregador
O crime aconteceu em outubro de 2025 quando vítima realizava entrega de um açaí
A vítima sendo socorrida no dia do atentado Célio estava com mandado de prisão temporária expedido pela Vara Única da Comarca de Itaporã. A ordem judicial foi cumprida na sexta-feira, por equipe da DHPP (Delegacia Especializada de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa) na BR-060, região de Sidrolândia.
Além de Poveda, também foi alvo de mandado o segundo sargento da Polícia Militar Luiz Gonçalves. Ambos foram encaminhados para a sede da DHPP, responsável pela investigação do caso.
O atentado ocorreu quando o motoentregador foi surpreendido por ocupantes de um Fiat Palio Weekend branco, que efetuaram diversos disparos. A vítima foi atingida por cinco tiros e socorrida por moradores da região.
Em depoimento, a vítima contou que o atirador estava no banco traseiro do carro e fez os disparos sem descer. À polícia, o motoentregador contou que era ameaçado por Luiz por ter tido um relacionamento conturbado com sua sobrinha e também por um familiar de Célio que seria agiota, no entanto, negou desavenças com o ex-vereador.
Ainda conforme as investigações, o carro que Celio emprestou no crime teria sido emprestado a pedido de Célio. O policial militar também suspeito de um homicídio ocorrido na cidade em fevereiro deste ano pegou o veículo na garagem.
O delegado representou pela prisão temporária dos suspeitos e para o juiz, há indícios robustos de que Celio e Luiz tenham arquitetado uma emboscada para matar o entregador, por isso expediu as ordens judiciais.
Ambos passaram por audiência de custódia no dia 22 de fevereiro. O magistrado confirmou a regularidade do cumprimento dos mandados e determinou que eles permaneçam presos. O caso segue sob investigação.
FLAGRANTE
Durante o cumprimento do mandado de prisão temporária, Celio foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo de usos permitido. Com ele, os policiais encontraram uma pistola Beretta calibre 380 e onze munições.
O delegado Rodolfo Daltro arbitrou fiança de R$ 5 mil, mas como não houve o pagamento o juiz Aluizio Pereira dos Santos converteu o flagrante em prisão preventiva durante audiência de custódia neste domingo.





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