São Paulo começa bem mas perde por 2 a 1 para o Vasco

O São Paulo não conseguiu segurar a vitória parcial contra o Vasco em São Januário, no Rio, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. O time não reagiu às mudanças feitas pelo técnico Renato Gaúcho, sofreu com pressão do adversário e cedeu a virada por 2 a 1.
A equipe de Roger Machado fez primeiro tempo perfeito, principalmente na defesa. Luciano abriu o placar cedo, e o time soube administrar até o intervalo. O Vasco não parecia reagir na segunda etapa, até que as entradas de Claudio Spinelli e Brenner mudaram a dinâmica e qualificaram a pressão carioca. Puma Rodríguez, de pênalti, e Andrés Gomez fizeram o time voltar a vencer depois de cinco jogos.
Os são-paulinos dependem de outros jogos para permanecer no G-4 e precisam secar Bahia (contra o Flamengo) e Athletico-PR (contra o Palmeiras). Com 20 pontos, o time dorme na quarta posição. Os vascaínos somam 16 e ganham força na parte de cima da tabela.
O Vasco foi quem tomou a iniciativa no jogo. Os cariocas, porém, não conseguiam finalizar para levar perigo. O time ao menos impunha dificuldade para o São Paulo sair do campo de defesa.
Foi em um lançamento de Rafael que a chance são-paulina veio. Cuiabano desviou para trás. Calleri deu bela finta com o corpo em Robert Renan e bateu cruzado. Léo Jardim salvou, mas Luciano abriu o placar no rebote.
Seguro com o gol, o São Paulo manteve postura tranquila. O time não sofreu e foi sólido defensivamente. O Vasco teve maior posse de bola, mas também dificuldade para ser incisivo.
Sem a bola, o São Paulo fechava uma linha de cinco na defesa, barrando qualquer avanço vascaíno. Os pontas Artur e Lucca serviam de escapes pelos lados. Os ataques, contudo, não evoluíram para novas grandes chances de gol.
Renato Gaúcho mudou o lado direito do time na volta do intervalo, com saída de Paulo Henrique e Tchê Tchê. A dificuldade para abrir espaços na defesa são-paulina continuava
Quando teve a bola, o São Paulo era ligeiro em buscar o ataque. Calleri poderia ter ampliado. Lucca fez grande jogada pelo lado esquerdo, deixou o marcador para trás e cruzou para o argentino. Na pequena área, o camisa 9 bateu de canela em cima da marcação. No rebote, mais uma vez a zaga vascaína salvou.
Apenas aos 16 minutos do segundo tempo, Renato Gaúcho promoveu as entradas de Claudio Spinelli e Brenner, mudando a configuração do ataque. O time carecia de uma presença na área que pudesse abrir espaços na defesa são-paulina. Logo depois, o argentino já teve uma chance após cruzamento.
Ele finalizou para fora, mas mostrou que o Vasco poderia chegar melhor do que fazia até então.A pressão vascaína ganhou qualidade. O time poderia buscar a área, sabendo que tinha quem finalizasse. Em escanteio, Rafael foi obrigado a fazer defesa no reflexo após chute de Spinelli.
No momento do cruzamento, porém, a bola bateu no braço de Calleri. Sávio Pereira Sampaio foi ao VAR e assinalou o pênalti. Puma Rodríguez não bateu tão bem, Rafael chegou a acertar o canto e tocar na bola, mas não conseguiu fazer a defesa. O São Paulo sofreu a máxima de “quem não faz leva”, depois de ter desperdiçado chegadas. O time perdeu a compostura defensiva diante das trocas de Renato Gaúcho no ataque.
O que foi uma administração tranquila do placar no primeiro tempo virou um sufoco para o São Paulo. O Vasco mantinha a posse de bola e pressionava ainda mais o visitante, que não conseguia sair para o jogo. Calleri aparecia isolado entre os zagueiros vascaínos.
O Vasco foi recompensado com a virada diante de tanto esforço ofensivo. A defesa do São Paulo afastou mal um cruzamento, e a bola sobrou para Adson, que chutou em cima de Brenner. A bola sobrou para Andrés Gómez chutar forte, contar com desvio em Sabino e virar.
O São Paulo volta a campo na terça-feira, feriado de Tiradentes, quando estreia pela Copa do Brasil. O adversário da quinta fase é o Juventude, com a ida no MorumBis. O Vasco também estreia fora de casa, diante do Paysandu.





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