Ibovespa cai aos 195 mil pontos e Petrobras despenca com tombo do petróleo
Por Fabio Vilarinho
18/04/2026 - 00h04
O Ibovespa encerrou a sessão desta sexta-feira (17) em queda pelo segundo pregão consecutivo, fechando aos 195 733 pontos. Apesar de sinais mais favoráveis no cenário geopolítico internacional, o índice perdeu força ao longo do dia, impactado principalmente pela forte desvalorização das ações da Petrobras (PETR4), que acompanharam o recuo expressivo do petróleo no mercado externo. O barril do Brent registrou queda de cerca de 11%, sendo negociado a 88,44 dólares, diante do aumento das expectativas de uma solução para as tensões no Oriente Médio. O movimento ganhou intensidade após declarações do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmando que o tráfego comercial pelo Estreito de Ormuz foi totalmente restabelecido após o acordo de cessar-fogo firmado no Líbano. Segundo Araqchi, todas as embarcações comerciais poderão circular normalmente durante o restante da trégua de dez dias mediada pelos Estados Unidos entre Israel e Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, em entendimento costurado com o governo libanês. Apesar disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou também nesta sexta-feira que o bloqueio naval imposto ao Irã seguirá em vigor até que um acordo definitivo com Teerã seja alcançado, o que manteve parte da cautela entre investidores. No mercado doméstico, os grandes bancos conseguiram sustentar desempenho positivo e ajudaram a limitar perdas maiores do índice. O Bradesco (BBDC4) liderou os ganhos entre os bancões, com alta de 2,11%, seguido por Itaú (ITUB4), que subiu 0,81%. O Banco do Brasil (BBAS3) avançou 0,62%, enquanto o Santander (SANB11) terminou o dia com valorização de 0,57%. Entre os papéis mais negociados da sessão ficaram Petrobras (PETR4), Bradesco (BBDC4), B3 (B3SA3) e Itaú (ITUB4), concentrando boa parte do volume financeiro do pregão. Na ponta positiva da bolsa, os maiores destaques foram Oncoclínicas (ONCO3), que disparou 15,33%, Alphaville SA (AVLL3), com avanço de 10,42%, Simpar (SIMH3), que subiu 9,12%, e Sequoia (SEQL3), com alta de 7,69%. No câmbio, o dólar encerrou praticamente estável e fechou cotado a 4,98 reais.
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