Condomínio endurece regras após Bolsonaro ir para prisão domiciliar
Por Fabio Vilarinho
27/03/2026 - 13h05


Após receber alta nesta sexta-feira (27), depois de tratamento de broncopneumonia, o ex-presidente Jair Bolsonaro passou a cumprir prisão domiciliar humanitária no Condomínio Solar de Brasília, que divulgou orientações aos moradores.
Em nota, a administração informou que houve reforço na segurança, com monitoramento 24 horas por equipes do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, responsável pelo cumprimento das medidas determinadas pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.
Entre as principais determinações está a proibição de aglomerações, manifestações ou acampamentos em um raio de até 1 km da residência, com o objetivo de evitar interferências no cumprimento da decisão judicial.
O condomínio também alertou os moradores para redobrar a atenção com a entrada de visitantes. “Qualquer situação que possa ser interpretada como descumprimento das regras pode gerar consequências jurídicas imediatas — inclusive para quem autorizou o acesso”, informou o condomínio em nota.
Além disso, a segurança na área externa passa a ser de responsabilidade exclusiva das autoridades policiais, sem recomendação de interferência por parte dos moradores.
Por fim, a administração reforçou sua posição de neutralidade política, afirmando que não adota posicionamento ideológico e que o foco é garantir a segurança, a privacidade e a convivência entre os moradores.
Alta e prisão domiciliar temporária
O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta nesta sexta-feira (27) após ficar 14 dias internado no Hospital DF Star, em Brasília, em tratamento de broncopneumonia. Ele deixou o local por volta das 10h e chegou em seu condomínio por volta das 10h21, com um colete à prova de balas da Polícia Militar, onde começará a cumprir prisão domiciliar.
“Ele está equilibrado e em um bom momento. Do ponto de vista emocional, hoje eu achei ele mais calado e mais pensativo. A gente sempre respeita quando ele tá mais calado, para ter maior conforto”, disse o médico cardiologista de Bolsonaro, Brasil Caiado.
“A evolução nesses últimos dois dias foi o que nós esperávamos, tranquila, sem nenhuma intercorrência, com a medicação totalmente adaptada, já com a transição para a medicação via oral, para ser usada em casa”, finalizou.
Caiado informou que, no final de abril, o ex-presidente deverá voltar ao hospital para fazer uma cirurgia no ombro direito.



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