Assinatura de Trump será adicionada ao dólar dos EUA, fato inédito para um presidente em exercício
Por Fabio Vilarinho
26/03/2026 - 23h53

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O governo de Donald Trump anunciou uma mudança inédita na história monetária dos Estados Unidos: as cédulas de dólar passarão a exibir a assinatura do presidente em exercício.
A medida, confirmada pelo Departamento do Tesouro, prevê que o nome de Trump apareça ao lado do secretário Scott Bessent ainda em 2026, ano em que o país celebra 250 anos de independência.
Tradicionalmente, as notas americanas trazem as assinaturas do secretário do Tesouro e do tesoureiro dos EUA — cargo técnico responsável pela supervisão da produção de moeda.
A substituição do tesoureiro pelo presidente rompe uma prática que remonta ao século 19 e nunca havia sido alterada, nem mesmo em períodos de guerra ou grandes reformas econômicas.
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O governo justifica a mudança como parte das comemorações do chamado “Semiquincentenário”, mas a decisão tem sido interpretada por analistas como um gesto político de forte carga simbólica.
Especialistas em política monetária ouvidos por veículos como The New York Times e The Washington Post destacam que a moeda, historicamente, busca transmitir estabilidade institucional e neutralidade, características que podem ser tensionadas ao incorporar diretamente a figura do chefe do Executivo.
A iniciativa também ocorre em um contexto mais amplo de centralização de poder e personalização política por parte de Trump, marca de seu estilo desde o primeiro mandato.
Críticos afirmam que a medida aproxima os EUA de práticas mais comuns em regimes onde líderes estampam sua imagem ou nome em símbolos nacionais, enquanto apoiadores defendem o gesto como uma homenagem legítima ao momento histórico.
Embora o impacto econômico direto seja considerado nulo, o efeito simbólico pode ser duradouro.
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O dólar americano é hoje a principal moeda de reserva global, utilizado em transações internacionais e mantido por bancos centrais em todo o mundo.
Alterações em sua identidade visual, ainda que pontuais, tendem a ser observadas com cautela por mercados e governos.
A nova cédula deve começar a circular no segundo semestre de 2026, coincidindo com o calendário oficial das celebrações da independência dos Estados Unidos, uma efeméride que, desta vez, virá acompanhada de uma marca inédita na história do dinheiro americano.
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