Pré-candidato, Eduardo Paes pede eleições diretas para governador do RJ

O ex-prefeito do Rio e pré-candidato ao Palácio da Guanabara, Eduardo Paes (PSD), pediu nesta quinta-feira (26) eleições diretas para o governo estadual. Em uma série de publicações nas redes sociais, o político afirmou que eleger o chefe do Executivo estadual “indiretamente” é uma maneira de dar “continuidade” à gestão do ex-governador Cláudio Castro (PL).
“A decisão do ministro Luiz Fux na ação que movemos em Brasília dá os primeiros limites para essa tal ‘eleição indireta’, mas o certo mesmo era termos [pleito] direto e deixar o povo decidir. Estão destruindo o estado do Rio de Janeiro e não devemos aceitar que isso aconteça! Só a justiça é capaz de segurar essa corja”, escreveu Paes.
O ex-prefeito do Rio também afirmou que, a partir da decisão que tornou Cláudio Castro inelegível por oito anos, “diversos juristas” interpretam que a “Justiça Eleitoral deveria convocar eleições diretas”. Paes ainda anunciou que “colocará seu nome como candidato”, seja em um pleito antecipado ou nas eleições, marcadas para outubro.
Quem ocupa o governo do RJ?
Na segunda-feira (23), Cláudio Castro renunciou para disputar cadeira no Senado. O anúncio se deu um dia antes do Tribunal Superior Eleitoral condená-lo por abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição em 2022. O placar foi de 5 a 2. Com a decisão, o político está impedido de disputar a Casa Alta.
Em maio de 2024, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) absolveu o ex-governador e os outros acusados no processo de supostas contratações irregulares na Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
Segundo o Ministério Público Eleitoral (MPE), Cláudio Castro obteve vantagem eleitoral no recrutamento de 27.665 pessoas, o que gerou um gasto de R$ 248 milhões. O órgão afirmou que a descentralização de projetos sociais fomentou a medida.
Com a saída de Castro, idealmente, quem deveria assumir o Executivo estadual era Thiago Pampolha. Ele renunciou ao cargo de vice-governador em 2025 e assumiu o posto de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).
Na linha sucessória, aparecia Rodrigo Bacellar (União Brasil). Contudo, o então presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) foi condenado no mesmo julgamento que tornou Cláudio Castro inelegível.
Já nesta quinta-feira, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) anulou a eleição que elegeu o deputado estadual e pré-candidato ao governo fluminense, Douglas Ruas (PL-RJ), como presidente da Alerj. A decisão se deu poucas horas depois da votação que ocorreu em sessão extraordinária.
Diante do imbróglio, atualmente, quem está na chefia do Executivo estadual é o presidente do TJRJ, o desembargador Ricardo Couto.





COMENTÁRIOS