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Naviraí,18/03/2026

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CarBank, da Volkswagen, projeta crescer 45% em novos contratos em 2026

veja.abril.com.br
CarBank, da Volkswagen, projeta crescer 45% em novos contratos em 2026
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O CarBank, braço da Volkswagen voltado ao financiamento de veículos, projeta ampliar o número de contratos de 100 mil em 2025 para 145 mil em 2026 — um crescimento de 45%. A estimativa foi feita por Rodrigo Capuruço, CEO da Volkswagen Financial Services para o Brasil e a América do Sul, em entrevista exclusiva à coluna nesta quarta-feira, 18.


“A iniciativa deve gerar cerca de 10 bilhões de reais em negócios, e devemos passar de 8 mil para 12 mil lojas e concessionárias cadastradas em 2026”, afirma. “Estamos começando 2026 com forte crescimento, expandindo de forma significativa nossa plataforma de mobilidade”, acrescenta o executivo.





Em 2025, o CarBank registrou alta de 89% em ativos e de 53% no número de contratos em relação a 2024. Na comparação com 2026, o avanço tende a desacelerar levemente: o crescimento dos contratos deve cair 8 pontos percentuais, de 53% para 45%, refletindo um cenário macroeconômico mais desafiador para o setor financeiro.


Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostram que 80,2% das famílias brasileiras estavam endividadas em fevereiro — o maior nível da série histórica, iniciada em 2010. No setor corporativo, 2025 terminou com 5.680 empresas em reestruturação, alta de 24,3% em relação a 2024 e também um recorde.


Diante desse contexto, a empresa deve adotar uma postura mais cautelosa, priorizando a preservação de sua baixa taxa de inadimplência, que ficou abaixo de 2% em 2025 — patamar comparável ao de grandes instituições financeiras, como o Itaú, com 1,9%. Para 2026, a expectativa é de uma leve alta, para cerca de 2,5%.



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Ainda assim, o índice projetado permanece inferior ao de bancos tradicionais com forte atuação no financiamento de veículos, como o Santander, que encerrou 2025 com inadimplência acima de 90 dias em 3,7%. “Vamos continuar crescendo, mas com disciplina na gestão do risco de crédito”, afirma Capuruço.


Apesar da desaceleração em relação ao ano anterior, a companhia espera avançar na participação de mercado. A projeção é de um ganho de 4 pontos percentuais, passando de 11% para 15% até o fim de 2026. “Vamos atingir esse patamar com o uso de novas tecnologias, como inteligência artificial. Queremos ser uma plataforma de mobilidade dominante no mercado”, conclui o executivo.



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