Ibovespa derrete 2,55% após inflação acima das expectativas no Brasil
O Ibovespa derreteu 2,55% nesta quinta-feira, 12, recuando para os 179,2 mil pontos, em um movimento de aumento da aversão ao risco. O índice acompanha a surpresa negativa causada pela divulgação, pelo IBGE, do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que veio acima do esperado pelo mercado.
No cenário doméstico, o índice oficial da inflação subiu 0,70% em fevereiro, uma aceleração do aumento de preços frente a janeiro, quando o indicador ficou em 0,33%. O aumento foi puxado pelos reajustes nas mensalidades escolares, que resultaram na inflação de 5,21% no segmento de educação.
“Os números reforçaram a cautela em relação ao processo de desinflação e levaram à abertura da curva de juros no Brasil, com o mercado reduzindo apostas de um corte mais intenso da taxa Selic na próxima reunião do Copom”, afirma Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.
No exterior, o preço do barril de petróleo Brent voltou a subir após novos ataques a embarcações no Golfo e declarações do novo líder supremo iraniano, que defendeu a manutenção do fechamento do Estreito de Ormuz, por onde escoa 20% do óleo e gás transportados por via marítima no mundo. A commodity encerrou o dia em alta de mais de 10%, a 101 dólares por barril. No Brasil, o cenário impulsiona a valorização das ações da Petrobras (PETR4), que avançaram 0,45%.
Entre as demais ações de peso no principal índice da B3, os bancos operaram com desempenho negativo, acompanhando o derretimento da bolsa. O Santander (SANB11) teve baixa de 4,44%, seguido pelo Banco do Brasil (BBAS3), que recuou 4,38%. O Bradesco (BBDC4) caiu 2,76%, enquanto o Itaú (ITUB4) encerrou o dia em desvalorização de 2,73%.
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O dólar, por sua vez, encerrou em forte valorização de mais de 1% e ficou cotado a 5,24 reais. Para Sahini, o cenário internacional levou os investidores a reduzir exposição a ativos de risco e buscar proteção na moeda americana. “Em paralelo, o movimento também tem provocado uma reprecificação das expectativas para a política monetária nos Estados Unidos, com o mercado adiando de julho para setembro o início do ciclo de cortes de juros pelo Federal Reserve”, comenta.
Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise no programa Mercado:
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