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Naviraí,13/03/2026

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Projeto cria política nacional para ampliar acesso de pessoas com deficiência ao esporte

camara.leg.br
Projeto cria política nacional para ampliar acesso de pessoas com deficiência ao esporte
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Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Deputado Duda Ramos fala ao microfone

Duda Ramos: apenas campanhas de sensibilização não bastam


O Projeto de Lei 6753/25, do deputado Duda Ramos (MDB-RR), cria a Política Nacional de Orientação, Conscientização e Integração da Pessoa com Deficiência no Esporte. O texto está em análise na Câmara dos Deputados.


A proposta busca ampliar o acesso de pessoas com deficiência a práticas esportivas educacionais, comunitárias e de alto rendimento. O projeto também prevê metas, fontes de financiamento e mecanismos de monitoramento.


A política terá caráter permanente e será executada de forma articulada entre União, estados, Distrito Federal e municípios.


"A inclusão da pessoa com deficiência no esporte não pode ser apenas um gesto simbólico, mas uma política pública vinculante, mensurável e financiada", afirmou Duda Ramos.


Baixo acesso ao esporte

Segundo o Censo de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem 18,6 milhões de pessoas com deficiência. E estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Comitê Paralímpico Brasileiro, citados pelo deputado, indicam que menos de 5% dessas pessoas têm acesso regular a atividades esportivas.


"A exclusão esportiva gera perda de qualidade de vida, compromete a saúde e reforça desigualdades", disse o parlamentar.


Meta e indicadores

A política tem como meta nacional reduzir em 50% a diferença de participação esportiva entre pessoas com e sem deficiência em até seis anos.


Para acompanhar o cumprimento da meta, deverão ser monitorados indicadores como:



  • taxa de participação em atividades esportivas;

  • horas médias de prática;

  • permanência dos participantes;

  • número de profissionais certificados em esporte inclusivo; e

  • percentual de instalações esportivas adaptadas.


Os resultados de cada município e unidade da federação deverão ser divulgados a cada seis meses.


Financiamento

A nova política será financiada por:



  • dotações orçamentárias da União, estados, Distrito Federal e municípios;

  • recursos do Fundo Nacional do Esporte;

  • convênios e parcerias com entidades públicas e privadas; e

  • incentivos fiscais.


Do total dos recursos federais destinados à política, 20% serão repassados conforme o cumprimento de metas e indicadores por estados e municípios.


Comitê nacional

A proposta cria o Comitê Nacional de Esporte Inclusivo, com caráter deliberativo e composição paritária entre:



  • representantes do poder público;

  • entidades esportivas; e

  • organizações de pessoas com deficiência.


Estados e municípios também poderão instituir comitês locais, com pelo menos 50% de representação da sociedade civil.


Voucher Esporte Inclusivo

O projeto prevê ainda a possibilidade de o Executivo criar o Voucher Esporte Inclusivo, benefício anual destinado a pessoas com deficiência de baixa renda.


O dinheiro deverá ser usado para pagar transporte, mensalidades ou taxas de participação em atividades esportivas.


Próximos passos

A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões do Esporte; de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.





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