Braço direito de ‘El Mencho’ também foi morto durante operação no México, diz governo

O braço direito do líder de cartel Nemesio “El Mencho” Osegura, Hugo H., conhecido como “El Tuli”, também morreu durante operação do exército do México, no último fim de semana.
Segundo o secretário de Defesa, Ricardo Trevilla, que falou em coletiva, ele teria coordenado a onda de violência que seguiu a morte de El Mencho. Tuli era o principal confidente do líder do Cartel Jalisco Nova Geração, e cuidava das contas da organização criminosa.
Ele teria oferecido 20 mil pesos (cerca de U$ 1 mil) para cada um dos agentes do governo que morresse, segundo Trevilla. O traficante tentou fugir ao ver os militares, quando foi localizado por fuzileiros paraquedistas em Jalisco. Ele trocou tiros com os militares, mas acabou morrendo.
Entenda
O Exército mexicano abateu neste domingo (22) o poderoso chefe do narcotráfico Nemesio Oseguera, líder do CJNG.
Oseguera era um dos chefes mais procurados pelo México e pelos Estados Unidos, que ofereciam uma recompensa de 15 milhões de dólares (R$ 78 milhões). Ele é um dos líderes do narcotráfico mais importantes a ser abatido após a prisão dos fundadores do Cartel de Sinaloa, Joaquín “El Chapo” Guzmán, e Ismael “Mayo” Zambada, atualmente presos nos Estados Unidos.
A morte gerou uma onda de violência no México e obrigou o governo a mobilizar cerca de 10 mil militares no oeste do país para garantir a segurança após a morte de seu maior chefe do narcotráfico em uma operação militar que deixou quase 60 mortos e desencadeou uma onda de violência.
Pelo menos 27 agentes de segurança, 30 criminosos e uma cidadã morreram durante a operação e em confrontos posteriores, informou nesta segunda-feira (23) o secretário de Segurança, Omar García Harfuch. O chefão do tráfico de drogas, de 59 anos, ficou ferido no confronto com militares no município de Tapalpa e morreu durante o traslado aéreo para a Cidade do México.
Em resposta a morte do líder, o cartel bloqueou estradas, incendiou veículos, atacou postos de gasolina, comércios e bancos e enfrentou as autoridades em 20 estados mexicanos. Washington oferecia uma recompensa de 15 milhões de dólares (R$ 77,44 milhões, na cotação atual).
*Com informações da AFP








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