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Naviraí,24/02/2026

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Comissão aprova compensação a municípios por impactos de unidades prisionais

camara.leg.br
Comissão aprova compensação a municípios por impactos de unidades prisionais


Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Deputado Hildo Rocha fala ao microfone

Hildo Rocha recomendou a aprovação da proposta


A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, o Projeto de Lei 5735/23, que obriga a União e os estados a garantirem compensações aos municípios afetado pela instalação de unidades prisionais em seu território. O descumprimento da medida caracteriza crime de responsabilidade.


A compensação poderá ser:



  • financeira, pela transferência de recursos para suprir o aumento da demanda por serviços municipais; ou

  • operacional, com a ampliação da oferta de serviços públicos sob responsabilidade do gestor da unidade prisional, como saúde, educação e segurança pública.


Os recursos destinados às compensações virão Fundo Penitenciário Nacional (Funpen).


O que pode ser compensado

O texto, de autoria do deputado José Priante (MDB-PA), considera impactos adversos modificações que afetem:



  • a evolução das áreas urbanas e as responsabilidades sociais do município;

  • a educação, o bem-estar, a proteção e o nível de vida da comunidade;

  • dinâmica social e econômica local;

  • serviços de manutenção urbana, limpeza pública, saneamento e abastecimento de água;

  • a valorização imobiliária e a demanda por serviços públicos.


Parecer favorável

O relator, deputado Hildo Rocha (MDB-MA), afirmou que a proposição trata de um tema relevante para a política urbana brasileira. Segundo ele, embora as unidades prisionais sejam essenciais para a segurança pública nacional, os impactos recaem de forma significativa sobre a gestão municipal.


“[Os municípios] passam a assumir maior demanda por serviços, infraestrutura e ordenamento urbano, muitas vezes sem qualquer mecanismo de compensação ou cooperação federativa”, afirmou.


Tramitação

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisado pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.





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